A HISTÓRIA DO CHAPEUZINHO VERMELHO
Na história de chapeuzinho podemos fazer uma analogia com as organizações quando percebemos que a mãe da menina pede para que ela leve uma cestina para a vovozinha que mora sozinha em uma floresta onde mora um lobo mau.
Podemos identificar o gestor desavisado (a mãe) que coloca a sua organização no mercado competitivo (chapeuzinho) sem a preocupação de analisar os perigos que podem advir de uma estratégia mal formulada (levar uma cestinha a um lugar ermo usando uma capinha de cor chamativa). A falta de informação clara impede que a organização evite o atalho (a floresta) e busque o caminho mais seguro (cercar a todos das informações necessárias). A comunicação como fonte, instrumento de poder, tem claras correlações com a cultura organizacional.
A estratégia organizacional como programas de treinamento e integração de funcionários impede a ingenuidade habitual de deixar para o competidor muito claros os projetos internos da organização (contar ao lobo o seu roteiro e o seu objetivo final: ir a casa da vovozinha que mora sozinha na floresta). Os incidentes críticos porque passou a organização, tais como crises, expansões, pontos de inflexões de fracasso e de sucesso também são formadores de sua história e precisam ser em parte, preservados. As técnicas de investigação e perspicácia os envolvidos na organização, na ênfase qualitativa e quantitativa, podem impedir que identifiquemos de forma errada uma determinada situação (chapeuzinho, apesar e ter conversado com o lobo não consegue identificá-lo quando chega a casa da vovozinha, confundindo com a própria vovó).
Por vezes uma determinada conjuntura de mercado pode ser interpretada de forma incorreta propiciando ações precipitadas ou mal formuladas, colocando em sérios riscos a organização. Quando descobre que vai ser engolida pelo Lobo, chapeuzinho pede socorro, sendo salva (e a vovozinha) pelo caçador (quase nunca as empresas engolidas conseguem um caçador que as ajudem a recuperarem o que perderam).
A cultura pode ser entendida como um sistema simbólico, tal como entendemos através de nossos processos cognitivos. O perigo de sermos conduzidos na nossa dimensão simbólica como capazes de identificarmos todos os processos da prática social pode levar-nos a julgamentos perigosos preciso entendermos todo o contexto onde estamos inseridos (a floresta), montar estratégias para conseguirmos com relativa segurança nossos objetivos e metas organizacionais (a entrega dos alimentos a vovó), aprender a lidar com problemas de adaptação externa ou interna para serem válidas e ensinadas aos novos membros do grupo (pegar um atalho para chegar mais rápido), entender o nível e comportamento das pessoas: valores manifestos na cultura, ou seja, que expressam o que as pessoas reportam ser, a razão de seus comportamentos, o que na maioria das vezes são idealizações ou racionalizações (chapeuzinho era criança e apenas com racionalização infantil podia entender a situação que lhe cercava). (Por vezes a falta de experiência de nossos gestores ou dos liderados leva a situações de perigo real).
No nível ideológico o lobo representa o mercado, engolindo as organizações mais fracas e nem sempre temos o caçador por perto. Que sorte que isso é só uma fábula! Na verdade a vilã é a mãe de chapeuzinho, que além de deixar a vovozinha morar sozinha em uma floresta cheia de perigos ainda manda a menininha sozinha, sabendo que pode encontrar o lobo mau. No fim o coitado do lobo é quem sai perdendo, mas apenas porque aparece um caçador por acaso. Cuidado com a floresta, ele realmente representa o perigo.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
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Um comentário:
Já viu o filme "Deu a louca na chapeuzinho"? É uma excelente versão.
Adorei seu blogg. Acho que vou fazer um.
Bjus,
Anna Cecilia
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