segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Cenários Organizacionais

Cenários organizacionais têm exteriorizado contínuas mudanças estruturais, estratégicas e tecnológicas. Paralelo a estas mudanças concretiza-se a necessidade da complexa adaptação do papel do indivíduo que pensa e que dá vida ao ambiente organizacional. Todos os tipos de organizações, com ou sem fins lucrativos, de qualquer ramo de atividade, foram atingidas por todas estas transformações. O forte impacto causado pelas velozes mudanças repercutiu no processo decisorial, abalou e dificultou a condução eficiente e efetiva dos processos de gestão. Durante as últimas décadas a história tem ilustrado que as organizações de maior sucesso têm utilizado uma estratégia comum para tornarem-se competitivas e reconhecidas como organizações de vanguarda. A ênfase destas têm resistido seu foco no indivíduo, pois o retorno alcançado concretiza-se num planejamento estratégico, tático, operacional inovador e coerente com o cotidiano, consequentemente, com influências positivas no desenho organizacional, no estilo gerencial inteligente e nas habilidades e aptidões dos membros.
Com tantas transformações ocorridas nas empresas que são retratadas na história da evolução científica e tecnológica, é nítido o deslocamento do foco das organizações e, a devida relevância dada ao tema cultura organizacional que ocupou espaço na teoria administrativa. A cultura organizacional é composta de fontes como o macroambiente e filosofias originadas do interior das organizações, também chamadas de valores, normas, crenças e princípios-dominantes.
Os valores de uma organização precisam significar um pensamento estimulante que ultrapassa gerações e que leva a empresa de um ambiente tradicional para um ambiente de aprendizagem.

A POBREZA DOS RICOS

A POBREZA DOS RICOS

Cristovam Buarque

Em nenhum outro país os ricos demonstraram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos, modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus do subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.
Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a ir a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.
Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.
No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente. Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.
Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres.
Outro pensador que influencia as escolas, esse a meu ver com uma proposta em primeira instância antropológica, é o psicólogo russo Lev Vygotsky (1896-1934). Para ele o indivíduo é o resultado constante das influências dos processos internos e externos. Seria entretanto uma educação individualizada e voltaríamos a pergunta anterior.
Na verdade o que fazemos é andar em várias direções procurando a saída para a complexidade que é transmitir o conhecimento.
Nos últimos anos a palavra de ordem, principalmente na América Latina é reforma. Precisamos adequar as escolas aos novos tempos. No Brasil temos seis nomes em destaque: Edgar Morim (Francês), o suíço Phillippe Perrenoud, os espanhóis César Coll e Fernando Hernandez, o português Antonio Nóvoa e o colombiano Bernardo Toro (Não temos brasileiros pensantes?) O sucesso de todos está centrado em seus livros com temas pontuais.
Morim defende o problema da interligação do cotidiano e critica o ensino fragmentado (um pensamento que precisaríamos reformar toda uma cultura, pois a educação é reducionista em sua síntese e a interligação dos conhecimentos não poderia ser possível sem a amplitude do pensamento).
Perrenoud trabalha a educação por competências e voltamos para uma tendência reducionista. Hernandez defende a educação realizada por projetos de trabalho, em uma atuação conjunta de professores e alunos e nos preocupamos também com a questão da falta de tempo do professor para acompanhar esses projetos e a possibilidade de perder o foco do trabalho. Toro postula o ensino contextualizado. Mas que contextualização seria essa? Qual critério de escolha para o tema? Coll defende que o currículo precisa satisfazer a todos os níveis da escola. O que importa é o que o aluno aprende e não o que o conteúdo transmitido pelo professor. Nóvoa ensina que o professor deve manter-se atualizado sobre as novas tendências, as novas metodologias e desenvolver práticas pedagógicas eficientes. Isso demanda a formação continuada do professor.
Diante de tudo isso, não me sinto competente para analisar uma prática pedagógica em particular, até mesmo por entender que em determinadas ocasiões elas se entrelaçam em uma necessidade de completude.
Volto a repetir que em um país como o nosso é muito difícil aplicarmos teorias dissociadas da nossa realidade cultural. Vemos por vezes que a questão intuitiva do professor se faz presente na condução da aprendizagem e mesmo que uma determinada tendência pedagógica esteja sendo contemplada não se pode deixar de levar em conta que o saber social, o conjunto de conhecimentos, práticas, valores habilidades e tradições que possibilitam a sobrevivência da sociedade e garantem a sobrevivência da vida, estão envolvidas diretamente no processo ensino/aprendizagem. A escola é apenas o espaço onde parte do conhecimento é transmitido. A Família, os amigos, a igreja, os meios de comunicação, as empresas, o lazer, são outras fontes importantes de conhecimento do indivíduo.
Mobilizar essa estrutura de educação em nosso país (em todos os seus níveis) é convocar a vontade para atuar na busca de um propósito comum, sob um propósito comum, sob uma interpretação e um sentido também compartilhados.
Precisamos entender que temos muitas “linguagens”, precisamos compreender os fenômenos, tomar decisões, construir argumentos, intervir na realidade. Dessa maneira somos nós professores que precisamos achar o método correto para aprender a transmitir. Temos que pensar em tudo o que nós perdemos. No tempo em que repetíamos conhecimentos e nos negavam o direito de pensar, questionar, construir.

UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA PARA UMA REALIDADE TRANSLÓGICA

UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA PARA UMA REALIDADE TRANSLÓGICA


Sempre tive aulas expositivas. Professores que a mim pareciam tão distantes da sala de aula como distantes pareciam os assuntos que me obrigavam a aprender. Perguntei por muitas vezes para que serviriam tais conhecimentos e não sem uma certa tristeza (ou frustração) constatei que pouco serviram para minha vida. Antes tivesse aprendido a cozinhar ou arrumar bem um guarda-roupa que, latim, trigonometria, etc.
Não fique chocado com isso. Como professor (e estudante que foi) entende bem o que estou dizendo. Na verdade, os conhecimentos de sala de aula estão distanciados das nossas realidades que provocam pouco ou nenhum interesse aos nossos alunos.
Saímos da escola (ou da universidade) segurando uma colcha de retalhos e não sabemos exatamente o que fazer com ela. Nosso maior problema é pensar e levar a pensar.
Passamos uma infinidade de horas estudando pensadores de outras partes do mundo, que solucionaram problemas de suas épocas, mas não ensinamos aos nossos alunos a resolver os seus próprios problemas ou a lidar com eles.
Estamos sempre buscando respostas antigas. De tanto estudar intelectuais estrangeiros nem ouvimos a quem nossos intelectuais brasileiros pensam e pesquisam.
Precisamos repensar o que estamos informando aos nossos jovens. Precisamos principalmente acordar para a diversidade do nosso país, das formas e formas de oferecer o conhecimento. As teorias pedagógicas não surtem efeito da mesma forma em todas as escolas. Não levamos em consideração a diversidade cultural de nosso país (não a diversidade geográfica) e a qualidade de uma escola não pode ser medida pela teoria pedagógica que apresenta.
Para determinada camada da população a escola conteúdista ainda se apresenta como fundamental para a aprendizagem, uma vez perpassa em nossa sociedade um pseudoconservadorismo. Para outra o estímulo a criatividade e ao espírito crítico deve ser incentivado (uma parcela bem menor, é verdade).
Entre os conceitos de aprendizagem pedagógica Jean Piaget (suíço) apresenta-se como o prestigiado do momento, com sua teoria do construtivismo, seguido de Emilia Ferrero (Argentina), e postulam a interação com a realidade, como forma de construir o conhecimento. Contradizendo a forma do aluno passivo (da escola tradicional) pressupõe uma troca de informações.
Para que possamos aplicar tal método é preciso conhecer o aluno, a realidade com a qual o mesmo vai lidar no seu dia-a-dia, aplicando métodos que o ajudem a crescer no conhecimento.
Perguntamos quantos de nós professores dispõem desse tempo para conhecer profundamente o nosso aluno a ponto de ajudá-lo na construção de seu conhecimento através das suas experiências cognitivas? Em uma sala de 20 alunos, quanto de tempo precisaríamos para dedicar a cada um deles? E se o conhecimento for construído coletivamente não fugiria a proposta inicial, uma vez que as realidades de cada um são peculiares, apesar das experiências comuns? E como funcionária essa “tese” nas “escolas públicas”. Precisaríamos de um envolvimento integral do professor para que pudéssemos levar a cabo tal proposta.
A cada ano, todo processo pedagógico deverá ser repensado, pois mudando os alunos muda o cenário, mudam, portanto as “falas” dos atores envolvidos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A HISTÓRIA DO CHAPEUZINHO VERMELHO

A HISTÓRIA DO CHAPEUZINHO VERMELHO

Na história de chapeuzinho podemos fazer uma analogia com as organizações quando percebemos que a mãe da menina pede para que ela leve uma cestina para a vovozinha que mora sozinha em uma floresta onde mora um lobo mau.
Podemos identificar o gestor desavisado (a mãe) que coloca a sua organização no mercado competitivo (chapeuzinho) sem a preocupação de analisar os perigos que podem advir de uma estratégia mal formulada (levar uma cestinha a um lugar ermo usando uma capinha de cor chamativa). A falta de informação clara impede que a organização evite o atalho (a floresta) e busque o caminho mais seguro (cercar a todos das informações necessárias). A comunicação como fonte, instrumento de poder, tem claras correlações com a cultura organizacional.
A estratégia organizacional como programas de treinamento e integração de funcionários impede a ingenuidade habitual de deixar para o competidor muito claros os projetos internos da organização (contar ao lobo o seu roteiro e o seu objetivo final: ir a casa da vovozinha que mora sozinha na floresta). Os incidentes críticos porque passou a organização, tais como crises, expansões, pontos de inflexões de fracasso e de sucesso também são formadores de sua história e precisam ser em parte, preservados. As técnicas de investigação e perspicácia os envolvidos na organização, na ênfase qualitativa e quantitativa, podem impedir que identifiquemos de forma errada uma determinada situação (chapeuzinho, apesar e ter conversado com o lobo não consegue identificá-lo quando chega a casa da vovozinha, confundindo com a própria vovó).
Por vezes uma determinada conjuntura de mercado pode ser interpretada de forma incorreta propiciando ações precipitadas ou mal formuladas, colocando em sérios riscos a organização. Quando descobre que vai ser engolida pelo Lobo, chapeuzinho pede socorro, sendo salva (e a vovozinha) pelo caçador (quase nunca as empresas engolidas conseguem um caçador que as ajudem a recuperarem o que perderam).
A cultura pode ser entendida como um sistema simbólico, tal como entendemos através de nossos processos cognitivos. O perigo de sermos conduzidos na nossa dimensão simbólica como capazes de identificarmos todos os processos da prática social pode levar-nos a julgamentos perigosos preciso entendermos todo o contexto onde estamos inseridos (a floresta), montar estratégias para conseguirmos com relativa segurança nossos objetivos e metas organizacionais (a entrega dos alimentos a vovó), aprender a lidar com problemas de adaptação externa ou interna para serem válidas e ensinadas aos novos membros do grupo (pegar um atalho para chegar mais rápido), entender o nível e comportamento das pessoas: valores manifestos na cultura, ou seja, que expressam o que as pessoas reportam ser, a razão de seus comportamentos, o que na maioria das vezes são idealizações ou racionalizações (chapeuzinho era criança e apenas com racionalização infantil podia entender a situação que lhe cercava). (Por vezes a falta de experiência de nossos gestores ou dos liderados leva a situações de perigo real).
No nível ideológico o lobo representa o mercado, engolindo as organizações mais fracas e nem sempre temos o caçador por perto. Que sorte que isso é só uma fábula! Na verdade a vilã é a mãe de chapeuzinho, que além de deixar a vovozinha morar sozinha em uma floresta cheia de perigos ainda manda a menininha sozinha, sabendo que pode encontrar o lobo mau. No fim o coitado do lobo é quem sai perdendo, mas apenas porque aparece um caçador por acaso. Cuidado com a floresta, ele realmente representa o perigo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Se eu pudesse...

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser perfeito, relaxaria mais, tentaria ser mais tolo que tenho sido.
Na verdade bem poucas coisas eu levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, andaria mais em rios. Iria a lugares aonde nunca fui, tomaria mais sorvetes, comeria menos lentilhas, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que vivem sensata e produtivamente cada minuto de sua vida. É claro que tive momentos de alegria, mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Não perca o agora.
Eu era uma daqueles que nunca iam a parte alguma sem levar um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva (um pára-quedas).
Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria até o fim de outono. Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria mais com as crianças, se tivesse mais uma vida pela frente.
Mas, já viram, estou com 85 anos e sei que estou morrendo.

(Nadine Stair)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O BRASIL DOS CONTRASTES

Vivemos um momento ímpar na sociedade brasileira. Não que tenhamos hoje uma visão diferente das coisas, mas exacerbamos as nossas distorções morais de uma forma nunca vista anteriormente na história do Brasil.
Distorções morais fazem parte da gênese do nosso povo, entretanto nossa falácia moral era sempre praticada com um discurso diferenciado onde evitávamos explicitar nossa franca simpatia pelo torto, pelo não convencional. A nossa liberalidade, a capacidade de conviver com situações-limite, com a incerteza do futuro, com a violação dos nossos direitos mais básicos está transformando o nosso povo num contingente de desiludidos. Não confiamos nos políticos, nos religiosos, na família, enquanto instituição, não mais olhamos a nossa seleção de futebol com aquela paixão e ilusão de perfeição, os nossos jovens esperam muito pouco do futuro e nós somos responsáveis por essa situação. Somos filhos da repressão e como tal reproduzimos um discurso ideológico de “liberdade” que desaguou na permissividade. “Afrouxamos” os limites para propiciarmos a capacidade de escolhas que não tivemos. Fomos complacentes com a violência quando ainda podíamos contê-la no seu nascedouro, acreditávamos que o homem era bom e esquecemos que a sociedade doente termina por corrompê-lo. Soltamos nossas crianças na vida e não cobramos políticas públicas para a inclusão das mesmas na realidade distorcida que vivemos. Cobramos ações dos políticos mas tentamos todos os dias nos dar bem com o cada vez mais forte jeitinho brasileiro, nos enchemos de drogas esquecendo que assim estamos fortalecendo a “geração de rendas” no mercado informal do tráfico, que oferece talvez a única forma de “sobrevivência” para os nossos jovens e crianças que abandonamos e depois queremos que o governo resolva o problema que nós fomentamos. Sim temos o livre arbítrio! Podemos levantar a bandeira que bandido é bandido e mocinho é mocinho. Nós temos escolha(?). Será que temos mesmo? Você que está cursando sua faculdade com dificuldade ou mesmo teve que largar por não poder pagar, que não teve o suporte necessário para cursar o ensino médio e fundamental em escolas de excelência e perdeu a chance de entrar em uma Universidade pública, onde está a elite da elite intelectual, teve escolha? Você que sempre precisou trabalhar e estudar e até para xerocar os textos passados em sala de aula teve que “lutar”bastante, teve escolha? As nossas escolhas foram nossas ou ditadas pelas circunstancias? Não sei, não posso responder mas afirmo que as minhas escolhas nem sempre foram minhas, mas aquelas que a vida me ofereceu. Mas nem tudo está perdido, nós podemos mudar a situação, aliás só nós podemos.
Quando assistia “Tropa de elite”(praticando a minha cota de contravenção já que era uma cópia pirata) entendi o sucesso da mensagem. Nós queremos solução, não importa de que forma, cansamos da impotência. Nós não temos o super-homem americano mas temos o policial que antes de tudo é um brasileiro vivendo nossas próprias contradições morais. Chega de sociologismo para entender o contexto do marginal idealizando e romantizando, chega de acharmos que estamos do lado bom da sociedade, chega de esperar que políticos salvem nossa pátria, não há mais tempo para esperar. Essa é uma guerra sem vencedores. Todos nós perderemos enquanto estivermos presos na nossa esperança messiânica, tão própria do nosso povo e tão “confortável” para nós que podemos delegar a responsabilidade, também nossa.
Vamos sim criticar, elogiar um filme brasileiro que nos joga uma realidade na cara, mas vamos buscar soluções: primeiro para as nossas comunidades, cidades, estado. Vamos discutir nas nossas escolas, universidades, saíamos da inércia e de olharmos para nossos umbigos, não haverá mudança se não partir do povo. E nós somos o povo!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

ASSIESPE e AESGA garantem representação no 1º CONNEAD

A Presidente da Associação das Autarquias do Ensino Superior de Pernambuco (ASSIESPE), Eliane Simões Vilar, esteve participando, no período 3 a 5 de outubro, da realização da 1ª edição do Congresso Norte/Nordeste de Educação à Distância, o 1º CONNEAD, que aconteceu na cidade de Maceió, em Alagoas.

Durante o evento, que contou com a participação de estudantes, professores, empresários, executivos e grandes nomes da educação à Distância no país, foram discutidos os principais aspectos desta área, que vem ganhando força em todo o mundo, em virtude dos recursos tecnológicos que promovem a acessibilidade ao conhecimento.

Através o tema “A Aprendizagem e Educação a Distância, Perspectivas, Possibilidades e Resultados”, o evento esteve abordando várias discussões, palestras e mesas redondas sobre a nova modalidade de ensino.

Garantindo representação no Encontro, na última quinta-feira, dia 4 de outubro, no Centro Cultural e de Exposições de Maceió, a presidente da ASSIESPE, Eliane Simões, o coordenador de Educação à Distância da Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns (AESGA), professor Ademilto Correia e a professora da Faculdade de Ciências da Administração de Garanhuns (FAGA), Giane Lira, estiveram discutindo, junto aos demais participantes do evento, o tema: “Multiculturalidade e Educação à Distância”.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Currículo


Graduada em Ciências Sociais com formação em Sociologia pela Universidade Católica de Pernambuco;
Pós Graduada em Psicologia Social pela Universidade Católica de Pernambuco;
Pós Graduada em Programação do Ensino da História pela Universidade de Pernambuco – UPE;
Mestrado em Antropologia Cultura pela Universidade Federal de Pernambuco;
Mestre em Ciências da Educação pelo Máster of Science da Universidade Internacional de Lisboa- Portugal;
Pós Graduada em Marketing pela Faculdade de Ciências da Administração- FAGA;
1ª Mulher no Brasil a assumir a presidência de um sindicato de trabalhadores, na década de 70;
Agraciada com um voto de aplauso pela contribuição no desenvolvimento educacional e cultural do agreste meridional pela Assembléia Legislativa do estado de Pernambuco,
Cidadã, com muita honra, honorária da cidade de Garanhuns;
Agraciada com a medalha Prof. Luiz Tenório, pela Câmara Municipal de Garanhuns;
Diplomata do mérito com título de “Mulheres que Mudaram Pernambuco”, conferido pela Academia de Artes e letras de Pernambuco, pelo Centro de Preservação Histórica, Artística e Cultural do Recife, pela Casa da Imprensa e pela rede de mulheres da América Latina e do Caribe.

Congressos, cursos e Títulos:

Angrad Pernambuco: Associação dos Cursos de Administração;
Colégio Internacional da Angrocol- Portugal;
Congresso de Educação Italiana em Roma, Florença, Veneza e Régio Emília (Itália);
Congresso de Educação na França – Paris;
Congresso de Educação em Madri;
VI Colóquio Internacional sobre Gestão Universitária na América do Sul (Vitória do Espírito Santo);
Congressos de Gestão nos Censos de Administração em: Santa Catarina/ Blumenal; Belo Horizonte/ Minas Gerais e Rio de Janeiro;
Curso de Gestão Educacional em São Paulo;
Seminário de Inclusão Digital- Brasília- Pernambuco;
Presidindo o 1° Congresso Brasileiro de Educação à Distância (EaD)- Recife;
Presidente da AESGA 1997-2007;
Presidente da Associação de Ensino Superior de Pernambuco- ASSIESPE;
Foram implantados na sua gestão na AESGA as Formações em Marketing, em Empreendimentos Turísticos, cursos seqüenciais de Controladoria, Gestão de Pessoas, Administração Hospitalar, Curso de Direito, Cursos de Pós Graduação em Gestão de Pessoas, Gestão de Marketing, Ciências Contábeis, Serviço Social, Sistema de Informações e Administração em EaD, em parceria com a EDUCON.
Projeto Social do Pré-Vestibular Cidadão, para alunos carentes da escola pública;
Sala de Vídeo Conferência para EaD;
Projeto do Coral Infantil;
Projeto da “Disciplina pelo Esporte”, para aluno e crianças carentes;
Projeto Aluno Colaborador- para alunos carentes;
Programa de Bolsa de Estudo;
Madrinha de 17 turmas da faculdade de Ciências da Administração de Garanhuns- FAGA;
Madrinha 2006, com honra, da turma do Colégio Santa Joana D’arc;
Agraciada com 4 troféus pelo colunista Saullo Paes;
Professora dos cursos de Administração, Direito e Pós- Graduação da AESGA;
Seminário da Associação Brasileira de Educação a Distância- ABED- Recife;
Prêmio Expressão em Administração 2006, conferido pelo Diário de Pernambuco;
Prêmio de Educação Prof. Luiz Tenório , conferido pela Câmara Municipal de Garanhuns;
Seminário da Associação de cursos de Administração- Portugal 2005;
Missão Educacional para reconhecimento do Ensino Superior e Médio -Itália 2003;
Seminário Pedagógico –França 2003;
Seminário Pedagógico de Cultura Espanhola- Espanha 2004;
Curso de Antropologia Urbana- Belo Horizonte 1997;
Curso de Gestão Escolar- São Paulo 2006;
Curso de Educação a Distância- CEBERJ- Rio de Janeiro;
Voto de Aplausos pela Câmara Municipal de Garanhuns-1997;
Censo de Relações Profissionais e a Ética- UFPE 1996;
Curso de “A mulher na literatura grega”;
Sócrates na perspectiva de Nictzche- Rio Grande do Norte 1998;
Seminário Regional de Educação-UPE 1995;
Seminário sobre a Crise da Sociedade no Brasil. Profº Edjéce Martins 1993;
Seminário sobre Sociologia do trabalho – Universidade Federal da Bahia 2001;
Seminário sobre Inclusão Digital como base para Inclusão Social- Ministério da Ciências e Tecnologia;
XIV ENANGRAD- Identidade do Administrador- Desafio do Ensino – Foz do Iguaçu;
Seminário sobre os Desafios da Educação no Brasil. Ex- Ministro Paulo Renato- Maurício de Nassau;
Certificado de Honra ao Mérito. Colégio Nova Dimensão- 2007;
Curso de Indicadores da qualidade no Ensino Superior- Profª Heliane Apolinário;
Fórum Internacional de Administração- Portugal 2003.

Palestrante e Congressista da 1ª edição do Congresso Norte/Nordeste de Educação à Distância, o 1º CONNEAD, que aconteceu na cidade de Maceió, em Alagoas, com tema"A Aprendizagem e Educação a Distância"

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Slides das aulas dos dias 10 e 11 de agosto do Pós Graduação de Gestão de Pessoas- FAGA

Todos Slides apresentados nas aulas dos dias 10 e 11 de agosto, 31 e 01 de agosto estarão disponíveis no site da AESGA- http://www.aesga.edu.br/ e poderá ser acessado através de sua senha e login.

Quaisquer dúvidas, procurar a coordenação do Pós Graduação.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Bibliografia Básica para o Pós Graduação em Gestão de Pessoas-FAGA

BIBLIOGRAFIA

Liderança, Organizações e Cultura – Peter B. Smith- Mark F. Peterson. Pioneira;
A Disciplina e a Arte da Gestão das Mudanças nas Organizações – Mandelli Consultores Associados. 6ª edição- Ed.Campus;
Mestres da Mudança– Organização CECIP. Ed.Artmed;
O Que Podemos Aprender com os Gansos 2. Ed.Original
Cultura Organizacional e Cultura Brasileira. Fernando C. Prestes Motta. Miguel P. Caldas . Atlas
Sociologia da Administração. Eva Maria Lakatos. Ed. Atlas

Conteúdo Programático da Pós Graduação da FAGA- Gestão de Pessoas



Pós Graduação em Gestão de Pessoas - FAGA
Conteúdo Programático de Clima e Cultura Organizacional


Problemas Sociológicos – O Relacionamento Social;
Comportamento Humano e Relação Social;
A Organização e o Controle Social (punições, recompensas e socialização);
O Status e o Papel Organizacional;
Grupos e Estratificação na Organização;
Característica da Sociedade Brasileira;
Liderança- Estilo Comportamental;
Liderança em diversas culturas;
A Transformação da Cultura Organizacional;
Estruturando a mudança: 1) Cultura Instalada
2) Cultura Institucional
3) Cultura de Modelo
· O Cenário Organizacional e a Mudança:
1) Arquitetura da mudança
2) Mobilizando pessoas
3) Divulgando a mudança?
4) Vivendo a mudança

· O Poder da Hierarquia:
1) Construção Liderada
2) Construção coletiva

· Renovando o valor intelectual da empresa.

Todo líder tem que lidar com muitas pessoas, mas a pessoa que ele tem que lidar todos os dias e todos os minutos é com ele mesmo! Aí está o maior desafio.